
Espadas (Xiphophorus helleri)
É sabido que durante a formação do embrião do peixe
ele ainda não apresenta o sexo definido, pois nasce com os dois
orgãos: o feminino e o masculino e somente depois de um tempo
haverá a firmação de um ou de outro.
Tal caso pode ser observado em aquários onde
mesmo após terem sido pais por várias vezes consecutivas Espadas
(Xiphophorus helleri), transformaram-se em fêmeas férteis
e fêmeas em machos.
Essa é nada mais senão uma das estratégias da Natureza
para perpetuação da espécie.
Em 1932, o casal de doutores Hubbs descobriram
em um de seus trabalhos de laboratório, dedicados a Poecilia
formosa que em estado livre existia somente o sexo feminino.
A espécie permanecia imutável, servindo-se dos machos de outras
espécies de poeclídeos que habitavam a biota (vida comunal
de um determinado habitat).
Coube então ao aquariólogo Willian T.Innes - profundo
conhecedor na arte da aquariofilia onde em um artigo ele desvenda
que em inspeções microscópicas os embriões do Xiphophorus helleri
permanecia sem sexo por algum tempo, só sendo determinado o sexo
posteriormente.
Quase 30 aanos depois, em 1959, na Universidade
do Michigan, os Doutores J.Schukltz e R.R.M"Uller resolveram
de vez o problema como a seguinte resposta: "a existência
de um tipo intermediário de herança nas populações unicamente
femininas de poeclídeos", grupo que inclui diversas espécies
que habitam os riachos e córregos do México, América Central
e sul dos USA.
Este gênero transmite, mediante a descendência
feminina várias particularidades do pai, porém produzem dois tipos
de fêmeas:
a) que dá unicamente descendência de fêmeas.
b)que superficialmente parecem idênticas, porém
se dividem: umas serão fêmeas e outras machos.
Desvendou-se então o mistério.
Este artigo foi baseado em um artigo escrito
por Gastão Botelho, um desses homens fantásticos que transformaram
a aquariofilia em arte.